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War – Uma Guerra Entre Amigos

Eu não sei qual foi o surto de genialidade que acometeu o criador desse maldito jogo, WAR, o tal do Albert Lamorisse! No jogo você possui um exército que tem como objetivo principal destruir toda e qualquer amizade existente entre os jogadores. E quer saber? O jogo é muito competente nesse quesito, sendo superado apenas por jogos como Banco Imobiliário e Mario Party, já que esses conseguem não apenas desfazer amizades, mas possuem a capacidade de criar inimigos mortais.

Pra você que está convivendo com uma ou mais pessoas chatas, malas, que não entendem suas indiretas, curtem seus textões no facebook falando de pessoas chatas, enfim, essas malditas criaturas que a gente adora odiar, elas são o alvo perfeito para você convidar para esses jogos.  Jogando War você consegue deixar claro seu ódio por uma pessoa durante o jogo. Consegue deixar estampado na sua testa essa condição odiosa, fazendo com que essa pessoa compreenda bem a situação e muito provavelmente, você se livrará desse encosto. Mas tudo tem um preço. Nesse caso, menos de R$ 100,00, que é o preço médio de um tabuleiro War no Brasil. Outras maneiras envolvem um matador de aluguel e o preço é bem mais caro.

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Jogando Com Amigos

A primeira vez que joguei War foi com pessoas que eu pouco conhecia na época. Logo que me explicaram as regras eu percebi que seria massacrado! Primeiro pelo fato de que o jogo te oferece vários caminhos a seguir, progredir ou atacar, sendo que esses caminhos estão sempre dominados por outro exército, ou seja, para alguém progredir outra pessoa teria que ser atacada. Quem seria a outra pessoa nesse caso? Euzinho aqui! Os desgraçados se conheciam há anos e eu estava ali por acaso. Eu era o alvo perfeito e perceber isso não me ajudou em absolutamente nada! Em porra nenhuma! ¬_¬

Como previsto o jogo começou com alguém atacando meu exercito. São 6 dados, sendo 3 de ataque e 3 de defesa. Eu peguei os 3 dados de defesa e esperei o atacante, filhudumaégua, jogar os 3 dados dele. Eu não lembro o resultado dos dados, mas o estrago que fez em meu exército foi memorável. Na jogada seguinte me entregaram novamente os dados de defesa. Outro bastardo iria me atacar. Novo estrago! Meu exercito estava diminuindo em uma velocidade anormal. Na terceira rodada os dados de defesa já estavam comigo… mas ninguém me atacou. A partir daí os rapazes começaram a reagir com risadas que escapavam vez por outra a cada ataque ao meu exército. Logo essas risadas se transformaram em gargalhadas descaradas, sem nenhum respeito pelos meus sentimentos bélicos. Mas o jogo foi mudando de rumo. Os caras pararam de me atacar, pois não havia sentido eu ser eliminado do jogo, afinal, nenhum deles estava com a missão de destruir o exército branco. Então sobrei, com dois ou 3 territórios e uma quantidade insignificante do meu exercito. Vez por outra eu tentava atacar alguém e o jogo se resumia a assistir os outros se digladiando, intensamente, cada um por si, até que o exército azul fora eliminado! O fato de ele ter sido eliminado antes de mim gerou diversas piadas, muitas mesmo, onde riam como loucos sobre a situação. 

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A hora da verdade

Foi então que escutamos algo na porta do apartamento. Um barulho estranho, que foi abafado pelas risadas e xingamentos que ocorriam no recinto. Nos calamos. Eu segurei os dados de defesa com força… talvez eu precisasse deles… ou não… NOVO BARULHO ACONTECEU! Agora sabíamos exatamente com o que estávamos lidando! Joguei os dados no chão e corri para pegar minha mochila. Tirei R$ 20,00 e ajudei a pagar a pizza! Era o motoboy que estava entregando nossa sagrada refeição. Você deve estar se perguntando: 

Por que caraleos a chegada da pizza tem que aparecer nessa porcaria de história?

Você já entenderá, caro amigo paciente. Continuando (se saporra desse metido deixar de se intrometer no meu artigo ¬_¬)… a pizza chegou, pagamos e fomos, comer. Rimos muito durante o rango. A partida já estava quase definida e então começamos a falar um pouco sobre a estratégia de cada um no jogo. Esses desgraçados se conheciam tão bem que eu ficava a maior parte do tempo me perguntando se os R$ 20,00 que eu havia dado para o racha da pizza me daria direito a 5 pedaços ou apenas 4. E foi assim, viajando em meus pensamentos obesos que eu voltei ao mundo real, após ser zoado por não estar prestando a devida atenção na conversa. Terminei de mastigar e fiz a pergunta universal de quem não está nem aí pro assunto: “Coméqueé?

Teu objetivo no jogo? Qual era?

Ser o alvo de todos vocês, seus babacas!” Era o que eu queria ter dito, mas não disse. Simplesmente levantei da mesa e fui buscar a carta que definia meu objetivo para vencer o jogo. Levei para os caras e eles começaram a rir freneticamente. Eu ria junto, enquanto pegava um 5° pedaço de pizza, afinal o momento era propicio para isso. Um dos amigos me deu um tapa no ombro e me explicou como eu havia vencido fazia umas 3 rodadas já, pois meu objetivo era eliminar o exército azul. Eu não eliminei ninguém, então nem dei muita atenção a isso, mas depois da explicação eu entendi que ele sendo eliminado meu objetivo estava concluído e a vitória era minha. Comemorei tentando pegar um sexto pedaço de pizza, mas não rolou. 

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Entrando no Jogo

Depois dessa partida jogamos várias outras, tudo na maior camaradagem possível e com piadas de 5 em 5 minutos com alguém querendo olhar meu objetivo no jogo para me “ajudar”. Lógico que depois da terceira vez que haviam visto meu objetivo eu entendi imediatamente, quase instantaneamente, coisa milagrosa mesmo, que não era legal mostrar o objetivo para o time adversário, mesmo que ele dissesse que queria te ajudar.

O tempo passou e ♪eu sofri calado♪ meses depois nos reunimos novamente para uma tarde jogando War. Foi muito divertido, rimos muito e o dia passou voando. É um jogo que eu sinto falta de jogar, pois sempre rende boas horas de diversão, mesmo quando você ainda está se enturmando, vale a pena jogar.

Os várias missões/objetivos presentes no jogo acabam por criar um suspense, você nunca sabe qual o próximo movimento do adversário, afinal, nem sempre atacar é o melhor caminho para alcançar o resultado. 

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Caso você se interesse pelo jogo, caso queira comprar, fale com nosso parceiro não sexual (por opção dele) a DALARAN GAMES. Os caras estão localizados em Joinville e possuem, além do War, um vasto estoque de games de tabuleiro, jogos diversos para você deixar um pouco de lado seus games e tentar adentrar nesse universo tão incrível dos jogos de tabuleiro. War pode ser sua primeira investida nesse mundo, mas certamente será uma das mais memoráveis!

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Criador do Portal 2 join, ama os games! Jogando desde os primeiros anos de idade, naquela que considera a melhor fase da sua vida, quando ainda bebê, usando a famosa rotina do "come, caga e dorme". Bons Tempos!

  • Ivo

    Fala Visio! Joguei muito WAR com amigos, MUITO MESMO! Todos santo sábado era jogatina de WAR. Por muitas vezes não tinha fim o jogo de tanto que nego juntava exercito e não atacava e o final falávamos: Isso vai demorar muito! Melhor dar empate! Senão não vamos jogar nenhum jogo (Videogame!). Teve momentos engraçados, momentos que nego ficou puto e chutou o tabuleiro, momentos que nego dava absurdamente nos dados e mesmo com pouco exercito vencia o outro que tinha 3x mais e chegamos a ficar mais de 5 horas jogando seguidamente. Bons tempos!
    Eu sei que WAR tem várias regras diferente e nós tínhamos a nossa própria, mas que não fugia muito da original. Uma pena eles não jogarem mais hoje =( falta pessoas para jogar! Eu ainda tenho o WAR clássico lá na casa da minha mãe hahahaha!
    Shows de bola a loja hein! Deve ter muito jogo bom de tabuleiro aê!
    Um dia que aparecer por essas bandas aqui vamos marcar de jogar!
    Grande Abraço. Ivo.

    • Visio

      Pow que dá hora Ivo! Pode ter certeza que quando eu estiver em SP vamos marcar essa jogatina de War!

  • hbeira

    Clássico War 🙂