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Contos do Rocha Capitulo III: O Playstation

E aí pessoal, Rocha aqui, para dar continuidade a esta saga da minha caminhada gamer! Chegamos ao terceiro capitulo que conta sobre como eu ganhei meu primeiro Playstation, então baixe o volume da televisão e me escuta pelo telefone, e vamos lá!

Para comprar um PS1 pra mim, meu pai precisou levantar uma grana e, pra isso, ele vendeu meu querido Super Nintendo. A situação não foi nada agradável e fiquei mais ou menos 1 mês sem vídeo game. Foram dias chuvosos, frios e tediosos sem meu amado Super Nintendo, tendo que ir na casa do meu primo pra jogar. O tempo se arrastou… Vocês  sabiam que Joinville é uma das cidades do mundo em que mais chove? Parece que São Pedro estava inspirado quando passou por aqui.

Dias de chuva + Uma criança sem vídeo game = Surras Diárias, ou seja, Joinville deve ter o maior índice por m² de crianças que apanham.

Até que chegou meu aniversário e meu pai me presenteou com um Playstation 1. Dentro do carro dele, quando eu fui olhar, estavam o vídeo game, dois controles e uma caixa cheio de jogos (piratas é claro). Eram vários títulos e entre eles estavam: Megaman 8, Dragon Ball GT, King Of Fighters 97′, Crash 1,2 e 3, Dino Crisis, Resident Evil 3 e por aí vai.

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Pirataria em alta

Naquela época eu já tinha noção do que era um jogo original e do que era um jogo pirata, pois era notável a diferença de valores entre um jogo de Super Nintendo e um jogo de Playstation Pirata, enquanto um cartucho custava de 30 a 50 reais um jogo de Playstation custava de 5 a 10 reais, já que o cd era bem mais barato. Com essa facilidade toda no preços dos jogos do Ps1, todo final de semana, com o suado dinheiro que eu guardava do lanche da escola, eu ia até o camelódromo ou em lojinhas do bairro comprar algum jogo. Acredito que o playstation foi fundamental para moldar meu gosto por games, eu adorava jogar os jogos de luta, nave, plataforma e R.P.G.

Um dos jogos que pirei quando joguei pela primeira vez foi Megaman X4, jogar com o Zero era uma das coisas que, para mim, era incrível! Ao invés de atirar com o Megaman, no X4 o negócio era sair na espada contra os mavericks (não, não estou falando do carro e esse não é um precursor do Transformers). Fui explorando cada vez mais aquele universo, a vasta biblioteca de PS1, tão baratinho, descobrindo jogos novos, quando, de repente, vi um jogo com 3 fucking discos! Mas que porra é essa? 3 cd’s pra 1 jogo? Mano que absurdo! Como se joga isso!? Eu já tinha visto cartucho com vários jogos, mas 3 discos para um só jogo era algo que bugava a minha faminta mente que ainda estava se perguntando quantos lanches eu teria que deixar de comer para pagar por 3 cds e poder jogar apenas um jogo! Adeus coxinha! Esse jogo custava 30 reais, eu tinha 15 reais, como de costume. Então enchi o saco do meu pai, como de costume, pra ele me dar mais 15 reais, adiantando o dinheiro do lanche pra comprar o jogo! Lógico que pra isso ocorrer eu tive que explicar ao meu pai, detalhadamente, como de costume, o que eu estava fazendo com o dinheiro do lanche… enfim meu pai me deu o dinheiro, fui na lojinha e comprei o dito jogo de 3 cd’s! Conseguem adivinhar que jogo seria esse? Nada mais, nada menos do que Final Fantasy VII, o melhor R.P.G daquele momento! Foram horas jogando, como de costume, descobrindo as armas, upando, equipando, derrotando as weapons  (Ultimate, Sapphire, Diamond, Ruby e Emerald.) Uma situação memorável!

Os jogos

Depois do FF VII, descobri outro jogo que é também um master piece na minha humilde opinião: Castlevania: Symphony of the Night. Cara que loucura! A ultima vez em que joguei com o Alucard havia sido no Castlevania III do NES! Symphony of the Night é um jogo enorme, para ter noção a % do game é contada pelo quanto você já desvendou do castelo, ou seja, cada canto que você visita no castelo conta para aumentar seu progresso, mas não parava por ai, você tinha equipamentos, magias, transformações em lobo, morcego e névoa, inúmeros chefões! É um jogo muito, mas muito completo! Se você não conhece fica aqui minha indicação e convite a conhecer essa obra prima dos bons tempos da Konami.

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O tempo passou e em um dia qualquer meu tio me deu 3 jogos de um playstation que ele tinha comprado há um tempo atrás que acabou queimando, os jogos eram: Syphon Filter, Kamen Rider Agito e Game Shark. Syphon Filter acredito que dispensa apresentações, mas é um jogo de espionagem onde você controla o agente Gabriel Logan e você tem que lidar com uma facção criminosa. Kamen Rider Agito foi lançado somente no japão e é um jogo de luta de um dos heróis que marcaram a infância de muitos, porém, o Kamen Rider Agito era uma temporada bem a frente do nosso conhecido Black e Black RX. Para acertar as opções do jogo era um trabalho linguístico complicado, mas, com o tempo, eu me acostumei com cada opção do game. Ele tinha um sistema curioso para liberar os personagens no modo VS: Você tinha que zerar com os 3 personagens, Agito, G-3 e Gills, depois de finalizado tinha um menu do jogo onde tinha uma mira e umas cartas que ficavam passando na tela, essas cartas eram cenas da série ou artes conceituais dos personagens, se você atirasse e acertasse a carta especial que passava muito, mas muito rápido, você liberava um personagem, e assim em um final de semana inteiro jogando meus primos e liberamos TODOS os personagens secretos do game.

Produção Própria

Tempos depois, quando meu tio e meu padrinho já haviam comprado os primeiros computadores da família, meus primos e eu fomos introduzidos ao mundo das interwebs, isso era 1999 ou 2000, foi onde descobrimos emuladores e sites pornos tudo mais. A melhor noticia foi quando meu tio achou um artigo de como gravar jogos de play 1 no computador! Os cd’s virgens eram muito baratos, coisa de 0,80 centavos a 1,00 real, e em um final de semana, com muita paciência e perseverança baixamos alguns jogos e gravamos. Na hora do teste, para nossa decepção, não funcionaram. Lemos o artigo novamente e vimos que, para gravar certinho e sem riscos de erro, tinha que ser gravado em uma velocidade especifica. Dito e feito! Desse dia em diante eu nunca mais comprei jogo em loja, voltei a comer coxinha no intervalo de aula e a vida voltou ao normal. Só que, quando eram vários Cds para um jogo só, eu ainda preferia comprar do que gravar em casa.

pirataria

E assim segui jogando feliz meu playstation, até que, certo dia, meu primo ganhou um Playstation 2! E eu ainda com o playstation 1… Quando estava no final da vida do Playstation 2, eis que surgiu um torneio de Guitar Hero! Pedi o controle emprestado ao meu padrinho para jogar um torneio, que prontamente negou, ele me disse:

“Quer um controle? Tem que levar o Ps2 junto se quiser. Compra o Ps2 e assim você terá o controle pra jogar no torneio”

Meu pai apareceu do nada e disse:

“Ah é? Então negócio fechado! Vou levar o controle e o Ps2!”

Foi aí que eu ganhei de presente um Ps2! Nem todo herói usa capa!

  • hbeira

    Passei muito pela situação de precisar vender um videogame para comprar outro. 😛

    • rockman

      HAHA verdade meio triste isso

  • Visio

    Baita história! Ficou ótimo o artigo! É legal ler essas histórias, ver que outras pessoas passaram por situações parecidas com a nossa!

    • rockman

      Opa, com certeza, sempre curto ver videos do tipo contando histórias mostrando coleção