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2 Join analisa – Doom (Nintendo Switch)

Eis que a série, que praticamente definiu o gênero de tiro em primeira pessoa, lançou o seu título mais recente para o Nintendo Switch. Mas será que o pequeno console da gigante japonesa tem condições de rodar um jogo desse porte?

Quando anunciado, muita gente comemorou a vinda de Doom para o Switch, enquanto alguns ficaram com o pé atrás sobre a capacidade do console  de rodar o jogo. Nas primeiras notícias a informação de que Doom rodaria a 30 FPS já foi desanimando a galera, e quando vieram os primeiros comparativos com as versões de PS4 aí mesmo que o povo entrou em pânico: era visível o downgrade visual.

Ao jogar pela primeira vez confesso que me assustei com a feiura do jogo (e não falo da parte estética dos demônios, mas sim dos famigerados gráficos). Partes que pareciam não ter foco, texturas simplificadas, tudo isso me chamou atenção, mesmo não sendo um cara tarado por gráficos. Tava muito feio, mesmo pro Switch.

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Mas foi questão de acostumar, já que com o decorrer do jogo isso deixa de causar espanto. Doom é dinâmico, brutal, sanguinário e tenso, o que impede o jogador de ficar procurando defeito nas imagens. O negócio é sobreviver aos demônios e progredir enquanto gerencia munição e vida.DPRlRmbUEAAeJfL

Pra não fugir dos padrões da franquia, Doom traz ainda salas secretas, passcodes coloridos e muitas armas variadas. Até a famosa motosserra está lá, pronta pra cortar a capetaiada ao meio. Dessa vez ela utiliza combustível, então me deu a impressão de estar ali mais pra fanservice do que por utilidade mesmo.

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Junto com as armas existem as finalizações. Você pode dar uma coronhada nos monstros, mas dependendo da sua distância e do dano que ele levou é possível finalizá-lo com apenas um golpe. E as animações são variadas, incluindo dedo no olho, arrebentar mandíbula, arrancar o braço e matar o bicho com ele (minha favorita), soco na cara, chute na cabeça e por aí vai. Tem mais sangue que o programa do Datena, o que certamente irá agradar a turminha dos 13 aos 19 anos.

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Os controles são precisos, mas poderiam ficar ainda melhores caso houvesse a possibilidade de utilizar o giroscópio pra ajustar a mira, da mesma forma que ocorre em Splatoon. Talvez pra quem já manja de jogo de tiro isso não faça falta, mas como não é o meu caso, poderia ajudar. Mesmo assim não atrapalha o andamento do jogo, apesar de que uma opção de mapeamento de botões não mataria ninguém (só é possível jogar com opções pré definidas).

E a trilha sonora? Um trabalho cuidadoso pra que silêncio e pauleira consigam coexistir harmoniosamente. Doom em geral é silencioso, mas quando sobe um som de guitarra e começa a tocar um Rockzão, prepare-se, pois vai encher de demônios na tela e o pau vai comer.

Já que no início falamos tanto sobre as dúvidas sobre o desempenho, aqui temos o ponto alto: sacrificar as texturas foi a melhor saída para que Doom rodasse bem. Mesmo a 30 FPS ele roda suave e sem quedas, inclusive com a tela cheia de inimigos. Valeu a pena o jogo ficar menos bonito e a jogabilidade manter-se excelente.

O único porém é com relação ao Loading: começar um jogo leva uma eternidade, mas depois que carrega não tem mais incomodação. Digamos que é apenas um contratempo e não um defeito.

Aqui cabe ressaltar o trabalho da Panic Button, empresa que fez o port: os caras não pouparam esforços pra trazer uma ótima versão portátil de Doom. Fosse outra desenvolvedora qualquer já daria a desculpa da incapacidade de rodar satisfatoriamente no switch e abandonaria o projeto. Isso mostra o quanto realmente a Bethesda está empolgada em lançar seus títulos para o Switch e valorizar essa parceria com a Nintendo. Mostra também que com um pouco de boa vontade é possível trazer vários jogos para o console. E sim, essa foi pra vocês, EA e CAPCOM. Criem vergonha na cara e tragam seus blockbusters para o Switch que ele vai rodar e a galera vai apoiar.

Se você tem um Switch, Doom é uma excelente adição à sua biblioteca. Um ótimo shooter que consegue unir a vibe old-school com a tecnologia atual, criando assim um produto único. Arrisco até a dizer que é um Must Buy, de tão boa que ficou essa versão.

Curtiu a análise? Se interessou pelo game? Então corre que DOOM já está disponível na Casa Games Joinville. Aproveite!

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https://www.facebook.com/CasaGamesJoinville/

Fã de Zelda e adepto da Nintendo desde que se conhece por gente. Fora um Atari e um Mega Drive, todos os seus outros consoles foram Nintendo. Nunca teve um Playstation ou Xbox (e nem pretende ter), já que nunca viu motivo para tê-los.

  • Visio

    Cara… Estranho esse negócio de textura… mas enfim, o jogo realmente foi portado para Switch, se conseguiram com esse conseguem com muitos outros também, basta interesse e, logicamente, chances de lucro que compensem o trabalho.
    Que venham outros jogos desse nível!

  • Infelizmente essa questão da textura é algo que de certa forma será normal no Switch, afinal ele está rodando e irá estar rodando jogos grandes AAA e o seu hardware não é uma simulação de pc como os da concorrência. O lado positivo disso tudo é saber que, enquanto o console estiver vendendo, não há limites independente do hardware dele: se tá vendendo, a third x vai querer entrar na dança e ponto, decisão de asno é se uma third grande não portar um sucesso dela para o Switch, enquanto ele está esse sucesso esmagador.
    Vemos também como a Bethesda se esforçou para portar não somente este game, mais dois gigantes também, parabéns de pé para ela.

    E sobre o jogo, Doom é Doom né mano, diversão (e sangue!) garantido. É lindo de se ver no Nintendo Switch um grande game desse, afinal, não é por menos que ele GANHOU como Melhor Jogo de Ação e como Melhor Áudio/Design de Som (além de ter concorrido como Melhor Jogo do Ano também…) no The Game Awards do ano passado.