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Videogames – Você Está Preparado Para O Futuro?

Os videogames existem a pouco menos que 66 anos, porém já sofreram diversas mudanças durante esse período. Essas mudanças ocorreram em uma velocidade incrível, como poucos ramos industriais já conseguiram evoluir até então. As mudanças são tão drásticas que temos um fenômeno que se repete a cada etapa dessa evolução, onde algumas pessoas param, não conseguem seguir as tendencias e, por vezes, aceitam que só conseguem se divertir jogando jogos até certa geração, não mais que isso. 

Nesse artigo quero oferecer a você, caro amigo leitor que não só lê o título e já comenta besteira, uma oportunidade de autoavaliação, chegando ao ponto principal, onde você deve responder a pergunta:

“Estou pronto para continuar aceitando a evolução dos games?”

A Rápida Evolução dos Games

Desde a sua aparição, na década de 50, os games cativam o ser humano de uma maneira realmente incrível! Usados inicialmente com o intuito educativo, os games tinham seu potencial muito limitado devido aos altos custos da tecnologia disponível na época, com o agravante de essas tecnologias serem muitas vezes utilizada com teor bélico, como era no caso do jogo Hutspiel.

Pouco tempo depois teríamos projetos em andamento que logo renderiam frutos e entre eles estava o Spacewar! game esse que nasceu em um desafio interno entre estudantes de Tecnologia na Universidade de  Massachusetts no ano de 1960. A fabricante do computador utilizado para que esse jogo tomasse forma, DEC, gostou tanto da ideia que resolveu incluir o game, que era um programa teste, em todos os PDP-1 a partir de então. Em pouco tempo várias outras universidades tiveram acesso ao jogo Spacewar!, mas ainda não havia um modelo de negócio sólido.

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Foi na década de 70 que tudo mudou! Foi nessa época que ocorreu o lançamento do primeiro videogame, primeiro console, a ser comercializado no mesmo estilo que conhecemos hoje. Nascia o Odyssey. É claro que com a tecnologia disponível na época você não pode esperar nada visualmente incrível aos olhos de quem vivencia a atualidade.

A partir de então os games não pararam mais de surpreender! Evoluíram muito, muito, rápido! Não só uma evolução gráfica. Na verdade o visual dos games é apenas um dos quesitos na linha evolutiva dos games.  Apenas um coisa nunca mudou: A presença da Interatividade.

Evoluindo o Modo de Jogar

Os jogos, no inicio da vida dos videogames, eram focados em batalhas um contra um, PvP. A ideia principal era essa, apesar de alguns oferecerem modos de jogo para apenas um jogador, como no caso do Pong da Atari onde você enfrentava a máquina que, ao mesmo tempo que fazia jogadas brilhantes, cometia erros de iniciante, o ponto alto do jogo era realmente colocar uma pessoa jogando contra outra, testando suas habilidades e interagindo com o sistema. 

Em pouco tempo já tínhamos a primeira empresa Third, Activision, novos consoles, como Atari 2600 e até mesmo NES e Master System, todos muito bem recebidos pelo público em geral e não vou abordar aqui o Crash dos Videogames protagonizado pela Atari na década de 80. Agora notem a evolução dos games, não só os gráficos, notem que em menos de duas décadas o salto foi tão grande que chega a assustar:

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É claro que a primeira coisa que notamos é a evolução gráfica. Ela realmente existe e é elogiável! Mas prestem atenção na quantidade de coisas aparecendo nas telas, plano de fundos coloridos ao invés do preto, inteligencia artificial usada em vários inimigos ao mesmo tempo, que agem livremente pelo cenário, paleta de cor, liberdade de movimentação, quantidade de informações na tela, curva de dificuldade, entre outros aspectos, porém, uma coisa nunca mudou: A Presença da Interatividade.

Quando a Mudança Não Agrada

Tudo estava muito lindo, até que começaram a surgir pessoas que não se adaptavam ao novo estilo dos vídeo games. A corrida por altas pontuações, como era na década de 70 e inicio da década de 80, passava da ficar de lado. Apesar de muitos jogos ainda manterem o sistema de pontos, isso já não era mais um modo efetivo de provar que você era melhor que alguém em tal jogo.  Nesse momento houve a primeira leva de players que não conseguiu acompanhar a evolução dos videogames. 

Depois disso os games passaram duas gerações com mudanças leves, que focaram principalmente em evolução de hardware, entre as eras 8 e 16bits. Duas gerações marcadas por jogos sidescroling, shmups, fighting games, todos com visão lateral ou aérea, o famoso 2d. Foi então, com a popularidade do 3d, que enfrentamos uma nova ruptura na comunidade gamer. Muitas pessoas não conseguiram aceitar bem essa mudança de perspectiva dos games. O ponto alto eram modelagens em 3d, com liberdade de câmera, onde você poderia girar sua visão para qualquer lado, com muito mais liberdade e isso foi sim um problema para muitos gamers. Não é a toa que hoje em dia você encontra muitas pessoas que pararam na geração 16bits e se mantém jogando os mesmos jogos de outrora, sem procurar as novidades que a tecnologia oferece.

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Não estou julgando se essa pessoa fez ou não a escolha certa. Acredito que os videogames servem para divertir e então, a partir do momento em que se torna algo frustrante pra você, não vejo problema em a pessoa parar de jogar tal jogo. Mas e quando isso alcançar você?

Realidade Virtual

Estamos em uma fase transitória, podemos testemunhar uma mudança no mundo do games com a mais nova investida da Realidade Virtual. Dessa vez muito mais estável e com melhores condições de se manter no mercado. Para muitos jogadores ela se trata apenas de uma fase, como já foi anteriormente, porém, e se ela veio pra ficar? É claro que não estou falando aqui de uma mudança drástica, mas sim, ela pode ocorrer. Como no caso do 2d para o 3d ela altera sua perspectiva no jogo e permite novas possibilidades, não seria essa a evolução necessária para enfim termos jogos diferentes?

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Tantos jogos diferentes e tão parecidos na atual geração que parecem somente uma mudança de skin de um jogo pra outro, como foi citado esses dias pelo meu irmão Lex em uma conversa no Whats, talvez seja esse o rumo mais correto para novas narrativas. Se acontecer, você estará preparado para isso? Conseguirá se divertir com os games do futuro?

Um Ponto em Comum

A única coisa que se manteve nos videogames desde o inicio até o dia de hoje foi a interatividade. Esse é o único ponto comum. É interessante você pensar sobre isso, pois imagine que a única coisa que pode realmente se manter pode ser a interatividade, tudo pode mudar ao ponto de você se sentir deslocado se ficar um período longo sem jogar. Saiba que é isso que você pode esperar dos games, pois foi em cima disso que eles foram construídos e é o ponto de maior destaque que diferencia os videogames de outras atividades.

Também podemos afirmar que a mudança é a fonte da juventude dos videogames. Eles se transformam para atender a geração atual, sempre será assim, por mais que hoje já tenhamos muito conteúdo exclusivo voltado aos Old Schools, mesmo assim, a geração dominante sempre estará voltada para um público diferente, pois precisa se renovar para se manter viva. 

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Se você deseja se manter acompanhando os games você precisa estar preparado para isso. Estar preparado para aceitar novas tecnologias. Não pense que isso é fácil. Não pense que os jogadores que pararam na era 16bits gostam menos de games que você, não é isso. É simplesmente a sua capacidade de se adaptar e se divertir com algo que te tira do tradicional, do comodismo. 

Não é uma obrigação você se manter atualizado e curtindo os games atuais, não mesmo, o importante é você se divertir jogando. Quando essa diversão é colocada em xeque, quando você já está tendo dificuldades em assimilar comandos ou instruções e se preocupa mais em como jogar do jeito correto do que se divertir com aquilo, então, nesse momento, você terá que refletir. Sua decisão definirá se você continuará jogando os jogos do futuro ou se continuará se divertindo com a enorme quantidade de games que já foram lançados. A escolha é sua, mas não é algo que você não possa se preparar.

Esteja aberto a novas possibilidades. Já testou o óculos de realidade virtual? Não? Teste! Faça sua analise do produto, tire suas próprias conclusões e teste de novo e de novo. Jogue games que te tirem da mesmice, evolua. Isso é claro se você quiser se manter atualizado e jogando, do contrário não precisa se preocupar, pois a fileira de retrogamers só aumenta e sempre tem lugar para mais um.


Curiosidade 

No lançamento do Arcade Pong, na Califórnia, a Atari deixou uma máquina de Pong em um bar local, para que os consumidores pudessem comprar fichas e jogar. Dias depois a Atari foi acionada pelo dono do estabelecimento, que reclama um mal funcionamento da máquia. A Atari enviou um engenheiro para averiguar a situação e ao chegar no local ele constatou o defeito: A máquina estava emperrada devido a quantidade incrível de fichas que haviam sido inseridas. Foram tantas que lotou o Arcade Pong. A Ataria não previu tamanho sucesso e não estava preparada para isso. Uma grata surpresa, não acham?

Criador do Portal 2 join, ama os games! Jogando desde os primeiros anos de idade, naquela que considera a melhor fase da sua vida, quando ainda bebê, usando a famosa rotina do "come, caga e dorme". Bons Tempos!

  • Ska

    Isso de jogos parecerem iguais e “só muda a skin” é uma coisa que sempre aconteceu. Com o tempo e nostalgia é fácil esquecer que pra cada Mario World ou Sonic 2 existiam 20 clones porcaria que ninguém se lembra. E olha que isso nesses últimos 3 anos tem acontecido menos, com empresas percebendo que não vale a pena fazer um clone de Call of Duty ou Uncharted com o custo absurdo que é desenvolver um jogo.

    Mas concordo que dificilmente o VR vai substituir a maneira tradicional de jogar, acredito também que é muito mais apropriado pra experiências interativas visuais que não envolvam um gameplay mais avançado.

    • Visio

      Verdade Gui, sempre teve apenas essa mudança de skin aparente nos games.
      Espero que as industrias continuem evoluindo e trazendo novidades, se mantendo atualizadas sempre e que eu consiga me adaptar =D

  • VR é um terreno complicado para falar muito porque a tecnologia ainda não se estabeleceu como videogame. Eu sei, já possui vários jogos, muita mídia, gente fazendo filas em shopping para testar etc, mas não é um ramo certo e estabelecido, como os controles de movimento, por exemplo, que bem ou mal tiveram seu espaço e momento. A VR ainda não teve isso. Você mesmo no texto levanta a hipótese: “e se ela veio para ficar?”.

    Bom, se ela veio para ficar isso é excelente! Mas eu posso especular um pouco.
    O 2D pulou para o 3D de uma forma intensa e rápida. Playstation e Saturn apostavam forte no 3D, e os jogadores na maioria compraram a mudança. Foi um sucesso. Foi uma mudança efetiva. Os jogos em 2D não sumiram, mas foram efetivamente substituídos como o “carro chefe”. Se a VR quer ficar, precisa demarcar algum território e deixar de vez a marca e estigma de “revolução que nunca chega”.

    A mudança dos jogos no foco em fazer pontos para outros objetivos, como ter um final, um roteiro mais elaborado também foi aceita quase que naturalmente. Veja o sucesso de Donkey Kong, o arcade de 1981, que mesmo tendo que pontuar, o objetivo não era exatamente fazer pontos, mas salvar a namorada que foi raptada pelo Kong, o gorila. Foi um sucesso, mesmo rodeado de concorrentes onde fazer pontos era a coisa mais importante.

    O que eu quero dizer é que tanto a mudança do 2D para o 3D, quanto os objetivos do jogo, indo da mera pontuação dos Fliperamas (Pinballs) passando pelos arcades e jogos com “historinha” são coisas que mudaram e foram aceitas naturalmente, sem muitos atritos. Claro, até hoje existe uma legião de fãs e saudosistas das máquinas analógicas Pinballs, ou como você mesmo disse, jogadores que pararam nos 16Bit, mas mesmo assim nada se compara com a “novela” do VR, que parece nunca chegar lá.

    Eu gostei muito da sua tese sobre se estamos realmente preparados para mudanças! Eu vou adotar o VR se, e somente se, eu me sentir bem com ele, me divertir. Mas pelo teste que eu fiz eu não gostei dele como videogame. Eu achei legal e tal, nada contra. Mas a sensação que eu tive era de estar experimentando outra coisa. Nem melhor, nem pior, mas diferente do videogame. É tipo rádio vs TV, ou cinema vs NetFlix, entende? Eu, dentro do meu achismo e especulação, vejo a VR como uma nova forma de entretenimento com jogos, mas que por mais louco que pareça… não é videogame. É algo diferente. Foi essa a sensação que tive quando experimentei.

    E não tem nada a ver com grau de tecnologia e coisas do tipo. Vou dar um exemplo. Mesmo que a VR atingisse o poder de imersão do filme Matrix. Mesmo assim eu iria gostar, usar, mas não seria videogame, seria uma outra coisa super realista, um outro tipo de experiência.

    O único ponto que vou discordar um pouco de você, Visio. É sobre esta frase:

    “A única coisa que se manteve nos videogames desde o inicio até o dia de hoje foi a interatividade. Esse é o único ponto comum.”

    Eu concordo com você mas gostaria de acrescentar mais 3 coisas.
    1- A TV
    2- O controle na mão
    3- Um console

    O Odyssey era um console que se ligava na TV e jogávamos com um controle.
    O PS4 é um console que… entende?

    A forma básica do videogame é essa desde seu nascimento e nada substituiu esta base. O PC gamer poderia incluir teclado, que nada mais é que um “joystick específico”. Isso é tabu? Não. Pode mudar? Com certeza! Mas a questão é que isso é o que funciona há décadas. Está aí por mérito.

    O VR é mais ousado porque ele não tenta mudar o jogo (2D/3D, pontos vs roteiro), mas a forma que jogamos o jogo. E isso é um desafio que só o futuro vai nos dizer se esta tecnologia vai, efetivamente, superar. É tudo incerto. Veja por exemplo a TV 3D. Todo mundo apostava milhões e milhões na divulgação e aprimoramento da tecnologia. Sites como a Exame de Economia tratava a TV 3D como “substituta natural da TV comum”. E o que aconteceu? Nada.

    O 3D deu certo nos cinemas porque é um serviço, mas como um produto dentro da sala de casa fracassou.
    O futuro das tecnologias é incerto, Visio! E mesmo que estejamos preparados e de braços abertos a elas. Elas precisam funcionar.
    Adorei o tema Visio!

    • Visio

      O loko! Esse comentário foi foda demais o/

      Cara, quanto ao ponto que você discordou, se me permitir uma correção num geral, note que mesmo hoje, no fim das contas, nenhum dos itens que você citou está presente em todas as plataformas.

      1- A TV – Os portáteis já oferecem alternativa desde os anos 80, com tela própria, mas mesmo sem contar eles já podemos citar o VR como uma opção sem a TV como a conhecemos hoje;
      2- Controle na mão – Bom, esse também já foi substituído em muitos jogos, como no caso do Kinect que popularizou a situação de não ter um controle pra poder jogar;
      3- Um Console – Aqui o Steam também derruba a tese.

      O fato é que eu usei o termo errado, por isso gerou essa confusão, quando citei videogames, eu queria me referir ao software, aos jogos. Todo o artigo foi pensando nisso e realmente abri margem pra essa sua observação.

      Novamente, obrigado pelo comentário =D

      • Valeu Visio! Acabei escrevendo e nem vi o tamanho kkkkkkkkk
        é que quando eu falo videogame, neste contexto, eu não considerei os portáteis, smartphones etc acabei analisando o caule principal e não as folhas e ramificações. Seu texto foi bem mais amplo, falando do videogame como um todo, abraçando tudo, por isso meu exemplo não encaixou direito.
        Acho que é bem isso mesmo. Quem decide se algo vai dar certo ou não são as novas gerações! Eu acho que a VR vai ser na melhor das hipóteses um novo ramo dos games.
        Valeu Visio!

        • Visio

          Hahahahaha mas o comentário foi ótimo =D

          Realmente o VR pode ser apenas uma ramificação. Eu mesmo não aposto nele, só citei como exemplo justamente por ele não agradar a massa e mesmo assim traz novas possibilidades de narrativas, o que poderia por si só justificar um uso mais amplo.

  • fmrbass

    Pra mim a Realidade virtual vai ser um nicho restrito a poucos jogos e adeptos, como aconteceu com os jogos e controles de ritmo e movimento. Vieram, causaram um rebuliço e foram sumindo aos poucos.

    A diferença é que a realidade virtual já foi a tecnologia promissora na década de 80, depois 90, em 2000 e agora em 2016 voltou como se fosse algo assim do tipo “NOOOOOSSA, QUE COISA MAIS SENSACIONAL E INOVADORA”. Repito: pra mim, é fogo de palha.

    Mas que a indústria dos games passa por uma fase morna, isso não há dúvidas. A última grande mudança que tivemos foi dos consoles SD para os FullHD, depois disso é cosmética em cima de cosmética. Eu sou um cara que gosta de jogar mas já não tenho saco pra esse monte de jogo genérico que sai, normalmente envolvendo um bombadão, uma arma e muito sangue.

    Talvez até por isso tenha me mantido em um console nintendo e nunca tenha tido vontade de migrar pra concorrência. Acho que o fator “old school moderno” da Big N ainda me atrai, mas fora isso esquece.

    Não voltaria pros 16 bits, mas acho que ficaria preso num looping entre gamecube – wii – wii u- switch-3ds

    • Visio

      Já acendeu um sinal vermelho quando eu li: “já não tenho saco pra esse monte de jogo genérico”.
      É bem por aí que começa a separação e o cara acaba buscando diversão em games que sabe que se divertirá. É assim que se afasta da geração atual.
      Ainda bem que tem a Nintendo pra manter a pessoa jogando com expectativa de coisas novas.

      • fmrbass

        Discordo: se a geração atual é só jogo de bombado, então ferrou tudo. Acho que uma geração não se define em um gênero só (por mais que seja o predominante). Até pq esse gênero vem se perpetuando há pelo menos duas gerações inteiras.

        Gosto de jogos que me envolvam, seja um Black Ops (que eu curti MUITO), seja o novo Zelda (que eu já não curti tanto, apesar de jogar tanto).

        Vai mais do momento do que da geração.

        • Visio

          Entendo, mas se as tendências da geração atual não te agradam, não
          importa o momento, por não estar dependendo da sua receptividade e sim de uma opinião que você ja formou sobre o estilo.
          Eu falo isso levando em consideração as pessoas que eu conheço que pararam nos jogos retrôs e não conseguem se divertir jogando jogos atuais. Não são poucas pessoas e não são poucos momentos tentando. Simplesmente não vai.
          Espero que isso não aconteça comigo. Espero conseguir me manter atualizado e me divertindo.

          • fmrbass

            Mas estilo é gosto.

            Eu não gosto de jogo de corrida. Nem dos atuais, nem dos retrô.
            Mas gosto de plataforma. Tanto dos atuais quanto dos retrô.

            Não é sobre a geração, é sobre algumas coisas que ela representa.
            Se eu já não gostava nos 16 bits, vou continuar não gostando hoje.

            Mas se começarem a fazer jogo só de simulador de corrida e tiro, aí realmente ferrou pra mim.

          • Visio

            Sim, está certo, porém não pode se esquecer das tendências da geração.
            Estamos numa geração em que a tendência é oferecer games cinematográficos, câmera no ombro, HD que parece que esta tudo molhado, narrativas extensas e muito QTE.
            Na geração 32 e 64 bits o foco eram mundos mais amplos, trabalhando os novos planos que o 3d possibilitou e muito foco em mostrar quem era melhor em modelagem 3d.
            Era 8 e 16bits sidescroling pra todo lado.
            Antes disso o foco era na pontuação e trabalhar a física dos jogos.
            Tudo isso acaba definindo a geração e vai afastar quem não curte essas tendências.

            Agora, jogo de corrida é só Mario kart e Rock roll Racing

          • fmrbass

            Se os jogos seguirem essa descrição aí mas forem bons, ok. Bayonetta tem QTE pra caramba e eu curti, já God of War não. Vai muito do jogo.

            mas será que estamos entrando em uma geração cuja tendência é o jogador cada vez jogar menos e ficar mais assistindo?

            Se for, aí esquece. Se quero assistir alguma coisa eu vou ao cinema.

          • Visio

            Se rolar isso daí realmente será muito difícil acompanhar.
            Mais fácil continuar no Netflix

          • fmrbass

            Mais fácil e BEM mais barato.

  • Ótimo artigo Visio. Eu fico até assustado em até onde chegará essas evoluções nos games. Particularmente não vejo VR como algo que veio para ficar e assim como o Fmrbass citou, também o vejo apenas como uma onda passageira assim como foi o controle por movimento que volta e meia volta com alguns games.

    • Visio

      O melhor é estar preparado para sair do comodismo, pois sempre podem nos surpreender tanto na tecnologia utilizada quanto em novas abordagens e perspectivas.

  • Visio, muito bom! Abordou de uma forma tranquila e pacífica um tema que normalmente gera conflito desnecessário entre gostos/gerações diferentes.
    Os games estão sim se adaptando para atingir um público maior, um público que não tem mais paciência pra chegar em casa cansado e dar de cara com um desafio absurdo de habilidade ou estratégia. Quem prefere jogo mais “atual” tem o direito de ser chamado de jogador e se divertir. Quem é contra esse tipo de evolução é que não sabe olhar direito pra indústria que ainda mantém uma série de jogos desafiadores como os do passado, no caso, a indústria de jogos independentes. Mania idiota que a galera tem de querer criticar a outra turma e se achar no direito que é o único que tem razão, independentemente do lado que esteja. Tem a ver com o lance de atitude tóxica que falamos em outro post.
    Vc tá certo, o importante é se divertir! Seja com o estilo e marca que curte, deixando os outros serem felizes também.
    Eu não vou entrar no VR por limitações físicas, aka motion sickness. Não posso, infelizmente. Mas deve ser uma experiência bacana e vou torcer pra que ela dê certo.
    Vc me lembrou a mudança de 2D para 3D, como eu fui resistente com isso. Talvez o TH se lembre, a gente já se conhecia na época. Eu me negava a jogar qualquer coisa 3D que não fosse RPG ou futebol… kkkkkkkkkk
    Depois eu vi a idiotice que estava fazendo. A gente só vê essas coisas algum tempo depois, né?
    Parabéns pelo artigo!

    • Visio

      Valeu Cadu!
      Foco na diversão e vamos deixar de lado esses preconceitos, afinal, a próxima tecnologia a ser utilizada para games pode não nos agradar e teremos que nos esforçar se quisermos continuar acompanhando a industria que mais evolui atualmente.